Escrever é uma paixão, é uma expressão da arte de construir pensamentos com as palavras...
sábado, 12 de janeiro de 2013
Novo conto
Comentei que o concurso cultural da Marie-Claire havia estimulado meu empenho na escrita dos contos. De fato, frequentar Ch. Grey e Miss Steele me fez perceber que meu próprio caminho era uma boa escolha para falar de sexualidade. Retratar experiências permite conversar melhor com o imaginário do que apenas relatá-las, foi o que me revelou essa literatura erótica que, além de brincar com minha imaginação, me levou a pensar nas minhas próprias fantasias, em fantasias que não havia percebido como tal ou que simplesmente desconhecia.
Portanto me senti fortalecido na ideia de falar de sexualidade através de contos.
Provocar sensações, mas também reflexões, e promover descobertas, é o que tento fazer ao escrevê-los. É bastante desafiador flertar com a sexualidade através de imagens ou de palavras, vagueando no limite entre o erotismo e a pornografia. Procuro ficar cá, sem omitir de entrar lá, pois na verdade, uma dose de pura indecência pornográfica, na boa dosagem, apimenta muito o relacionamento sexual, seja nos atos, seja nas palavras. Esta é uma das constatações decorrentes das minhas perambulações internáuticas desses últimos anos.
Afinal, em se tratando de sexo, havemos de considerar uma infinidade (talvez nem tão infinita) de formas de expressão da sexualidade, certas até surpreendentes, embora não condenáveis desde que explicitamente aceitas por ambas as partes, como frisam os libertinos assíduos.
Já postei um trecho de um primeiro conto, que chamei A Revelação, e prometi postar a minha versão do conto que participou do concurso e foi publicado na Marie-Claire. Esta vai a seguir.
Como se trata de um texto muito comprido que não caberia muito bem na prática blogueira, só vou postar alguns trechos, como fiz com o conto anterior.
Até breve!
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