Escrever é uma paixão, é uma expressão da arte de construir pensamentos com as palavras...
sábado, 20 de outubro de 2012
Do casamento à sexualidade
Levado nas nuvens por uns, desprezado por outros ou, por outro tanto, hábito cultural, o casamento não deixa de ser uma tradição para uma maioria dentre nós, humanos, e em todas as culturas existem cerimônias específicas para marcar a consagração da união entre duas (ou mais) pessoas. Digo "ou mais" porque nem todas as culturas são monogâmicas, claro.
No entanto, apesar dessa cultura casamenteira, a união das pessoas tende a ser questionada, cada dia mais.
Assistimos de fato à falência de grande parte dos casamentos que, ao cabo de alguns anos, não resistem à rotina do dia a dia, exista filhos ou não no meio, mesmo se, em muitos casos, a presença de filhos mantem, se não realmente o casamento em si, pelo menos as aparências.
Por que será?
E foi essa pergunta, e essa reflexão, que me levou à sexualidade como fator preponderante.
Claro, encurto muito a reflexão em si e vários outros fatores entram em jogo, como o fator cultural evolutivo que torna o indivíduo mais racionalista, a comunicação que transfigurou as relações interpessoais, a liberação sexual, o recuo das instituições religiosas, entre outros.
Mas voltando à sexualidade, não é sem motivo que a elegi como elemento-chave no processo de dessacralização do ritual do casamento. É simplesmente porque, apesar de por muito tempo vilipendiada e relegada à mera função reprodutora, ela me aparece como renascendo do obscurantismo para retomar seu lugar na sociedade dos humanos.
Com efeito, em nosso planeta Terra, o ser humano se distingue dos outros mamíferos - e dos demais primatas - pela faculdade de poder elaborar um raciocínio complexo e coerente, faculdade que o conduziu a construir nossa civilização ao longo dos milênios da sua existência e sua evolução.
No entanto, é essa mesma faculdade que o levou a transcender o ato sexual meramente reprodutivo para fazer dele um ato de prazer, descobrindo na nossa natureza humana zonas e formas de excitabilidade que nos permitam um relacionamento distinto do que a simples copulação voltada para a perpetuação da espécie.
E é a partir dessa constatação, cujas implicações levam bem longe na reflexão sobre muitos questionamentos atuais, que passei a me aprofundar sobre a multidão das percepções com as quais nos deparamos ao tocar do dedo a questão sexual que, por mais liberação que pareça existir, continua rodeada de tabus, de hipocrisia, de vergonha, de receios, de incompreensões e de proibições diante de uma sociedade censuradora, julgadora e intolerante.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Escrevendo...
Hoje é meu aniversário e, cultivando minha paixão pela escrita que, casualmente, veio solicitar minha mente, resolvi criar um blog como presente.
Escrevo poesia, escrevo artigos, escrevo sobre ecologia, sociedade, política, escrevo sobre meus pensamentos, minhas reflexões...
No entanto, meus escritos mais recentes foram reflexões sobre sexualidade que transformei em contos.
Apesar de ter publicado na net, em revistas ou apenas em listas de discussão muitas matérias, artigos e reflexões, até o momento esses contos ficaram guardados na intimidade do meu computador. Quero agora dar-lhes asas e colocá-los para voarem de mente em mente, de olhares em olhares, levando consigo as mensagens que neles coloquei, reflexões sobre sexualidade, sobre os nossos modos de vida.
Através deles, e de outros textos que estão por vir, espero suscitar reflexões e comentários que serão muito bem-vindos.
Boa leitura!
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