terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Do casamento à sexualidade (4)


Aproveito esse primeiro dia do ano para começar produtivamente 2013 e desejar, com esse novo post, um ótimo ano a todos que passarão por aqui.

No post anterior, estava falando do concurso organizado pela conceituada revista Marie-Claire. Para ilustrar o que comentei no post nº 3 desta coletânea "Do Casamento à Sexualidade", leia a matéria publicada pela mesma revista na ocasião desse concurso. Logo no título, observe a publicidade em torno da obra "Cinquenta Tons de Cinza", mas também o apelo para o tema da sexualidade que floresce hoje em todas as mídias.

Pois é. Por que será que se fala tanto em sexo?

Com efeito, a sexualidade já despontou com a grande revolução que germinou na juventude do pós-guerra e foi desabrochando ao longo das décadas seguintes, com o rock n'roll, a liberação do "amor livre", a emancipação feminista, a revolução de Maio 68 na França, o movimento 'hippy' de paz e amor, entre outros, indícios inegáveis de que a sexualidade vem se liberando há décadas e que o fenômeno atual nada mais é que o resultado de um longo processo de amadurecimento da sociedade.

Será por isso que todo mundo deve sair trepando com todo mundo? De forma alguma.
Estar sexualmente livre e equilibrado não significa transar sem discriminação; significa apenas ter a liberdade de fazê-lo se quiser, quando quiser e da forma que quiser, o que é muito diferente.

É garimpando no meio da proliferação de sites e bate-papos diversos sobre sexo, uma quase infinidade hoje, que, justamente, você percebe as aspirações de uns, os medos de outros, as vontades e as fantasias que povoam a mente das pessoas, mas também a grande imaturidade que permanece no seio de uma sociedade que continua, como em maioria foi acostumada, a censurar e condenar, forçando as pessoas a serem hipócritas, a mentir e a dissimular.

Ouvi uns relatos impressionantes de pessoas - mulheres em geral, pois os homens são geralmente os garanhões do pedaço e não têm problemas -, mulheres que chegam à idade de 40 anos, tendo finalmente se separado do marido e que nunca tiveram uma sexualidade que as satisfaçam, algumas - não poucas - que até nunca conheceram um orgasmo!
Uma frase me marcou bastante nesse sentido: "Fui casada durante 22 anos, agora quero viver!"

Para não ficar parecendo que tudo aquilo é apenas um "ponto de vista", achei um vídeo super engraçado que ilustra muito bem essas realidades, enfim uma delas: veja aqui.

Com o mesmo intuito, encontrei o blog de Luisa, uma mulher casada há 15 anos, que testemunha com uma sinceridade notável sobre essa questão da sexualidade. Vale a pena ler seus relatos corajosos e sensíveis, notadamente: Confissões de uma mulher casada.


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