Séverine está nua e sente, nas costas, os olhos de Pierre a
observando.
Ele a olha mudo, encantado pelo corpo delgado, porém lindamente
desenhado, que se oferece ao seu olhar ávido. A bunda em forma de gota está
inteiramente exposta, a calcinha de tipo "fio-dental" não cobrindo
nada mesmo, exceto o lacinho rodeando seu quadril, apoiada sobre as longas pernas,
lindamente torneadas, que parecem maiores ainda por causa dos sapatos de salto
alto que conservou até agora. Fica um instante olhando-a, de costas, levado por
pensamentos misturando lubricidade e carinho e diz, finalmente, tentando
engolir sua saliva:
- Vira!
Ai! Como vai ser difícil obedecer agora com os seios nus! Está quase
nua, de fato, mas os seios... Se sente violentada, ao se expor assim, ao mesmo tempo em que uma nova onda de prazer a invade e, como
se fosse uma droga poderosa, se sente atraída, sente que não vai resistir ao
apelo, à vontade de se submeter à sensação. Gira, lentamente, e, para
disfarçar, tentando trapacear, mexe com o cabelo de uma mão, o braço passando
na frente dos seios enrijecidos de excitação.
- Deixa te ver! – diz Pierre com um leve tremor na voz. Ele olha essa
bonequinha linda, com o corpo perfeito, o quadril levemente arredondado sobre
as coxas finas, acompanhando a curva bem desenhada da cintura delicada,
excitado pela cena.
Séverine baixa o braço, expondo seus seios, ficando um pouco curvada,
como para se esconder.
- Chega mais perto! – ordena ele com o mesmo tom firme e gentil.
Ela se aproxima, vermelha de vergonha, mas ao mesmo tempo excitada com
essa situação que percebe como uma experiência incomum. Uma cascata de
pensamentos desfila na sua mente, imagens que vira em filmes ou em relatos
diversos, ou que ela mesma fantasiara a partir dessas leituras. Ela sente seus
seios duros de tesão e sabe eles apontando, tesos, revelando sua excitação,
confessando seu desejo, traindo sua submissão. Está diante dele, ao alcance das
suas mãos, mas Pierre não faz um movimento para tocá-la. Se ela não estivesse
tão envergonhada e tão excitada, ela perceberia a emoção dele, mas está tão
cega de tesão que apenas ouve o seu coração batendo a mil por hora no seu
peito.
- Tu és linda! – diz num sopro.
Pierre permanece de pé, e vestido. Está curtindo esse momento que ele
imaginou e organizou. Sentiu-se excitado em várias ocasiões na preparação desse
encontro, mas agora, o desejo está possuindo-o. Queria tomá-la nos braços,
beijá-la, acariciá-la, lhe contar seu amor, possui-la já. Mas ele quer seguir o
enredo que previu, e que torna o encontro mais excepcional.
- Mexe com teu cabelo, com as duas mãos. Levantá-lo para cima e solta!
Várias vezes!
Dócil e obediente, Séverine se executa, lhe oferecendo assim uma visão
total do seu corpo, não podendo mais escondê-lo, e sente que está ultrapassando
a vergonha. "Tu és linda" havia dito, e de fato, se sente
maravilhosa, voluptuosamente devassa, incrivelmente mulher. E é com um sabor de lubricidade que faz o movimento de
levantar o cabelo e deixá-lo cair, despenteando-se.
E é o momento que Pierre escolhe para apanhar repentinamente os laços
da sua calcinha e puxá-los juntos, desamarrando-a.
Totalmente solto, o pedaço de tecido leve desliza sobre sua coxa e cai
no chão. Está completamente nua agora, exceto o sapato, e a sensação lhe
provoca um tremor no corpo inteiro... mas é um tremor de desejo. Sente uma
excitação indescritível tomar conta dela. Queria que Pierre a possuísse naquele
momento, a submetesse, a penetrasse, brutalmente... e sente seu tesão escorrer,
deixando-a molhada.
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