Com a evolução de nossas sociedades, e limitando-se às sociedades ocidentais embora o fenômeno seja observável em outras regiões e culturas sob a influência inegável da globalização de pensamentos e valores que acompanha a globalização econômica, podemos observar uma mudança radical na relação dos homens e das mulheres diante do casamento enquanto instituição indefectível e eterna que havia sido incutida pela tradição, logo a religião.
Os números falam por si só: no Brasil, o número de divórcios é 5 vezes maior em 2011 do que em 1984, primeiro ano em que foram registradas essas informações pelo IBGE. É interessante notar a aceleração brutal desse processo com um aumento de 200% de 2008 para cá.
No entanto, os casamentos e, notadamente, os recasamentos também estão em progressão, o que mostra que homens e mulheres não abrem mão de construir uma vida em comum. Entretanto, nota-se que a possibilidade de escolher seu parceiro, e trocá-lo se for o caso, passou a fazer parte dos costumes em nossa sociedade. E, por trás dessa realidade, transparece uma mudança de hábitos drástica na forma de buscar seus relacionamentos e de conduzi-los.
Basta observar o número de sites de relacionamentos que floriram na Internet esses últimos anos, com um número cada vez maior de usuários, manifestando uma mudança em que as pessoas procuram por um parceiro confrontando, em primeiro lugar, suas ideias, seus gostos e seus pontos de vista acerca das relações interpessoais, amorosas e, claro, sexuais.
Quem não já recebeu algum e-mail de propagando de algum desses sites?
E quem nunca entrou em algum deles para ver "o que se passa aí"?
Pois a minha curiosidade me levou a frequentar de forma assídua esses sites, muitos deles pelo menos, e em diversas línguas e culturas, na busca de entender as motivações das pessoas para se relacionarem, os anseios de cada um no relacionamento, as buscas e as fantasias que animam a mente humana. Ao cabo de vários anos de andanças internáuticas e muitas centenas de conversas, ficou muito claro que, na sociedade contemporânea, o anseio pela satisfação sexual se tornou um dos maiores motivos da dissolução dos casamentos e, por consequência, do descrédito na instituição casamenteira, bem como, ao mesmo tempo, um fator preponderante na promoção de novas uniões.
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