- Ajoelhe-se na cama!
Completamente submissa e conquistada, Séverine se vira e se ajoelha
sobre a cama. Ela sente a mão de Pierre nas suas costas e estremece. Pela
primeira vez, ele encosta a mão nela e é como se tivesse recebido uma descarga
elétrica. Ao mesmo tempo em que a mão dele corre sobre sua coluna em direção a sua
nuca, Pierre encaixa o corpo por trás dela e começa a se esfregar. Ela sente
simultaneamente o calor do seu pênis, a rugosidade do tecido e a aspereza dos
botões da calça que não retirou e que a machucam.
O busto pressionado sobre a cama, a bunda para cima, nua, sua
intimidade totalmente exposta aos seus olhares, seus toques, sua vontade, ela se
sente como se fosse uma prostituta totalmente entregue ao bel-prazer do seu
cliente.
Mas, apesar de tudo, Séverine se sente tremendamente excitada e
plenamente realizada. Muitas vezes imaginou ser a “Belle de Jour”, submissa à
vontade de um cliente que nem escolhera, sexualmente entregue a um
desconhecido, quiçá um tarado, lhe obedecer e satisfazer suas vontades, seus
desejos ou suas fantasias. E Pierre estava agora lhe proporcionando essa
descoberta. Descoberta do sexo, da submissão, da fantasia, da humilhação, e até
da rudeza e da dor.
Está se deleitando nesses pensamentos envolventes e fugazes quando ele
diz:
- Acaricie-se, que quero te olhar te tocando, cadela!
Mais uma vez, a voz dele é uma chicoteada. Fala grosseiramente e com
aspereza para humilhá-la. Mas ela sente um prazer estranho em ser tratada
assim, como uma puta vadia, e está gostando de sê-la naquele momento. Empinando
ainda mais sua bunda, lasciva e arrogante, ela passa a língua nos seus dedos,
enfia sua mão entre suas pernas e começa a acariciar seu clitóris, lenta e
voluptuosamente, rebolando seu quadril. [...]
*
* *
Séverine estremece e faz um movimento repentino para erguer o corpo
quando Pierre aconchega seus dedos sobre seu ânus que começa a massagear. A
sensação abrupta dessa mão tocando uma das partes mais íntimas do seu corpo lhe causa uma sensação de violência
da qual tenta escapar. Mas Pierre a segura firmemente e, desta vez, aumenta sua
pressão, a tal ponto que se sente cravada naquela posição, sem possibilidade de
se libertar, impotente e definitivamente submissa.
- Relaxa! - diz com uma voz suave e apaziguante. – Continua te
acariciando!
Dócil, Séverine faz o que manda, e de fato se sente relaxando,
curtindo agora todas as sensações que lhe trazem as carícias e a situação. O
toque que achou aviltante num primeiro instante passa a ser uma sensação não totalmente
desagradável e até começa a gostar enquanto Pierre segue com sua carícia,
demoradamente, apertando cada vez mais.
[...]
A penetração foi repentina e seu ânus está doendo, mas ao mesmo tempo
em que o sexo de Pierre a penetra, uma excitação íntima a possui no bojo do seu
ventre e ela sente uma mistura de prazer e de dor, em que o prazer domina. E se
surpreende a mexer o quadril, relaxando-se, e fazendo-o aprofundar-se ainda
mais.
Sentindo Séverine relaxar e movimentar o quadril, Pierre a solta e
pega no bolso um pequeno vibrador que liga, buscando seu sexo, e a penetra
duplamente.
Desta vez, Séverine não se debate mais. Solta um longo gemido, mexe
seu quadril para acomodar-se, para disfrutar de todas as sensações que a
devoram, por todas partes, e começa a agitar-se com mais rapidez e intensidade.
Agarrando seu quadril e aprofundando-se o quanto possível, deliciado com seu
sexo apertado dentro dela, Pierre sente que vai gozar; uma sensação que o
enlouquece de prazer. Ela está ofegante, mexendo o corpo desordenadamente,
invadida, dominada, possuída, tomada por uma sensação de prazer descomunal, e Pierre,
não conseguindo mais resistir ao apelo da sua amante em delírio, sente os
espasmos do seu sexo explodindo nela. Seu orgasmo sacode Séverine que, também, goza
mais uma vez, um orgasmo mais forte, mais violento, lhe arrancando um grito de
prazer, um longo gemido parecendo o alarido de uma guerreira no calor de uma
batalha.
*
* *
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