"Não despreze a masturbação,
é fazer sexo com a pessoa que você mais ama."
Não lembro de onde saiu esta frase, mas achei tão pertinente que ficou gravada na minha memória. E de tudo que li e ouvi sobre o assunto - a masturbação - nada desmentiu essa afirmação tão descomplexada.
Com efeito, a masturbação tão reprimida até pouco tempo atrás - e ainda continuando, certamente, como todos os assuntos sexuais que levam "somente" a busca do prazer físico, e nem apenas físico aliás, em oposição aos propósitos "nobres" que levam à procriação - é até recomendada por vários motivos, inclusive relacionados com a saúde física e mental.
Inúmeros são os médicos, psicólogos, sexólogos, e afins que recomendam a masturbação no motivo de "conhecer a si mesmo" no plano físico, uma forma de aprender o próprio corpo e as formas de exitá-lo, podendo até ser uma exploração a dois. Basta olhar pelas capas da revistas semanalmente para perceber como a sexualidade tem espaço cativo na mídia e, dentre as modalidades comentadas, a masturbação.
Talvez, também, se ela adquire, hoje, um lugar de destaque na expressão da sexualidade, é por não envolver seus praticantes em atos "ilícitos" como a busca de outro parceiro, a troca, a transa coletiva, a aceitação da sua bissexualidade, entre outras práticas que esbarram ainda com ampla condenação e encobertas da maior hipocrisia.
Pois a masturbação, envolvendo os chamados "brinquedos", de todas as cores e todos os formatos, cada vez mais sofisticados com alta tecnologia, design e materiais, busca, com requinte, proporcionar aos seus utilizadores os mais deliciosos momentos de prazer.
Ela é atividade frequentemente associada ao "prazer solitário", mas aparece como prática a dois, tanto entre hétero como homosexuais. Ela é também um complemento valioso na relação de casal quando um não está "em forma" para encarar uma transa de verdade e que o parceiro sente a necessidade de se sentir sacudido por um orgasmo gostoso.
- "Masturbe-se que quero te olhar gozando."
Nunca ouviu esta frase? Nunca disse ela?
Então, não sabe ainda o quanto vai se deleitar com esta experiência.
Ou não!
Mas vale a pena tentar, pois, como alguns dizem, entre quatro paredes vale tudo!
A masturbação é também o elemento chave do sexo virtual que, de acordo com a psicóloga Regina Navarro Lins no seu blog, numa amostragem de 1695 pessoas, 70% confessam ter praticado pelo menos uma vez.
E no sexo virtual também, a masturbação não é um ato solitário mas sim uma emoção vivida a dois. A Regina cita o professor Márcio Souza Gonçalves que esclarece num artigo: "A ausência do encontro face a face e de contato físico não implica a exclusão radical do corpo: ainda que não tendo acesso ao corpo do parceiro, cada um dos envolvidos tem um corpo que sente, sofre, se emociona e goza."
E por mais que o sexo virtual não substitua o corpo a corpo, ele é também uma modalidade moderna dos relacionamentos, e não apenas os casuais e efêmeros, mas também auxiliam em relações mais duradouras em que os parceiros se encontram afastados geograficamente.
Até a tecnologia tem notado esse fato e foi desenvolvido um aplicativo que controla a distância as vibrações de um conjunto soutien/ calcinha, bem como seu par, a cueca. O chamado "Fundawear" é fabricado pela empresa de preservativos australiana Durex.
E tem até mais para os namorados distantes, a LovePalz lançou no mercado um brinquedo hiper sofisticado e de alta tecnologia que a empresa apelida como: Connecting lovers. Essa preciosidade tecnológica parece querer deixar para trás todos os dispositivos vibratórios existentes até o momento. Deixo vocês descobrirem através deste link: Ô meu Zeus!
Para os mais impacientes, aqui vai o site da LovePalz (somente em inglês)onde podem até comprá-lo ;-)
Venham contar dos resultados, viu!
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